O Sistema Bi-Combustível FLEXTRON FX-4000 é um conversor digital microcontrolado que analisa e identifica os parâmetros originais da central eletrônica do veículo e os reprocessa, compatibilizando o funcionamento do motor com o combustível ou mistura utilizada.
Depois de instalado, o veículo poderá utilizar 100% álcool ou 100% gasolina, ou ainda a mistura de ambos em qualquer proporção.
O uso de álcool não danifica o motor e nem se observa desgaste superior ao da gasolina. Em muitos casos acontece justamente o contrario, tendo um aumento da vida útil do motor, pois o álcool é um combustível mais suave e tem um poder de refrigeração superior ao da gasolina, e ainda por ser mais limpo, não contamina o óleo lubrificante, mantendo assim uma perfeita lubrificação nas peças do motor.
Para a instalação do FX 4000 não é necessária a mudança ou troca de nenhum dos componentes originais do veiculo, tais como velas, filtros, injetores, bicos e etc, desde, é claro, que estejam em perfeito estado de conservação e manutenção.
Abaixo, uma pequena matéria mais técnica sobre as diferenças do álcool e gasolina, onde se mostra os benefícios de usar o álcool.
Álcool x Gasolina
A Gasolina: A gasolina não é uma substância pura: É uma mistura de centenas de hidrocarbonetos que têm entre 3 a 12 carbonos, proveniente de uma faixa da destilação do petróleo. Há componentes mais leves e mais pesados na gasolina. Conforme o tempo passa, os mais leves se evaporam, deixando apenas os mais pesados. Por isso se diz que a gasolina "ficou velha" ou "estragou". Em aproximadamente 2 meses, a gasolina muda sua composição por causa da evaporação dos componentes leves, sobrando os mais pesados, que costumam ter octanagem menor. Por isto é que a gasolina velha pode causar "batidas de pino" no motor. Normalmente, quanto maior o número de carbonos na cadeia (mais pesada é a molécula), menor é a octanagem: Por isto o querosene e outros solventes, se misturados à gasolina, fazem o motor "bater pino". Estes componentes mais pesados também têm uma vaporização mais difícil. Quando expostos ao calor em estado líquido, vão se degradando e formam a conhecida "borra" de gasolina. A gasolina vendida no Brasil tem, por lei, 22% de álcool etílico em volume na sua composição, para reduzir a emissão de poluentes. Outra coisa que não se fala é que a gasolina, por conter hidrocarbonetos aromáticos (como o benzeno) na sua composição, é cancerígena, especialmente se inalada em excesso. Com certeza não há estudos sobre isto (não "interessa" que haja...), mas a incidência de câncer entre os frentistas, que trabalham expostos aos vapores da gasolina, provavelmente é muito mais alta do que no resto da população.
O Álcool: O álcool, ao contrário da gasolina, é uma substância pura (etanol), embora seja encontrado nos postos como sendo uma mistura de 95% de etanol e 5% de água, em volume. É uma molécula cuja fórmula é C2H5OH. Por ter oxigênio na composição, a molécula ganha uma polaridade que faz com que o álcool seja líquido à temperatura ambiente (o etano, C2H6 é um gás) pela maior coesão entre as moléculas. É um combustível que não deixa borras, sendo bem mais "limpo" que a gasolina, ao contrário do que se pensava nos primeiros anos do Proálcool.
As diferenças entre os combustíveis:
Poder calorífico (capacidade de gerar energia): O álcool, por conter oxigênio na molécula, tem um poder calorífico menor que o da gasolina, ou seja, faz com que o motor trabalhe mais frio, uma vez que o oxigênio (34,7% do peso molecular do etanol é oxigênio) aumenta o peso molecular, mas não produz energia. Isto explica a menor km/l de um motor a álcool em relação ao mesmo motor a gasolina. O álcool hidratado (95%) produz a energia de 20,05 MJ/litro, enquanto a nossa gasolina (22% de álcool) produz 27,57 MJ/l. Por aí já se vê que a 1 litro de gasolina produz 37,5% mais energia do que 1 litro de álcool: Daí, em um motor com o mesmo rendimento térmico que a gasolina faz 10 km/l irá fazer 7,27 km/l a álcool, ou seja, geralmente o consumo com 100% álcool em um carro flex ficara entre 15% a 25% maior do que usando gasolina, mas que devido a grande diferença de preço dos combustíveis, no final das contas o usuário acaba tendo um ganho de até 50% ou mais em reais, usando álcool.
Proporção estequiométrica: O álcool tem proporção estequiométrica de 8,4:1 (8,4 partes de ar para cada parte de álcool) em massa, enquanto a gasolina tem 13,5:1. Para a mesma massa de ar, é utilizados 60% a mais de massa de álcool. Em volume, é necessários mais 43% de álcool do que de gasolina. Por isto, os carros a álcool tem que ter uma vazão em torno de 50% maior do que bicos para gasolina. Uma coisa interessante que decorre disto é a seguinte: Apesar de a gasolina fornecer mais 37,5% de energia, o fato de ser necessário 43% a mais de álcool para a mistura faz com que um motor ganhe em torno de 5% de torque e potência só de passar a queimar álcool.
Octanagem: O álcool tem um maior poder antidetonante do que a gasolina. Enquanto a gasolina comum tem 85 octanas, o álcool tem o equivalente a 110 octanas. Isto significa que ele consegue suportar maior compressão sem explodir espontaneamente. Isto faz com que um motor a álcool possa ter uma taxa de compressão maior do que um motor a gasolina. Enquanto as taxas para gasolina variam entre 9 e 10,5:1, as taxas para álcool ficam entre 12 e 13,5:1. Como o rendimento térmico de um motor (rendimento térmico é quantos % da energia do combustível é transformada em movimento pelo motor) aumenta conforme aumenta sua taxa de compressão, os motores a álcool tendem a ter um rendimento térmico maior do que um motor a gasolina, compensando parte do menor poder calorífico. Assim, nosso motor não faria apenas 7,27 km/l, faria algo entre 7,5 e 8 km/l, devido ao melhor aproveitamento da energia do combustível. A velocidade da chama do álcool é menor, demandando maiores avanços de ignição.
Calor de vaporização: O álcool tem um calor de vaporização de 0,744 MJ/l, enquanto a gasolina tem 0,325MJ/l. Isto quer dizer que o álcool necessita de mais do que o dobro de energia para se vaporizar. Esta vaporização acontece dentro do coletor de admissão, nos carros carburados e com injeção monoponto. A energia para vaporizar é conseguida através do calor do motor, que também aquece o coletor. Porém, ao se vaporizar, o combustível diminui a temperatura do coletor, pois está "roubando" energia. Não é difícil concluir que o álcool "rouba" mais que o dobro de energia, diminuindo muito mais a temperatura do coletor. Se a temperatura cair muito, o combustível não se vaporiza mais e caminha em estado líquido pelo coletor, causando uma súbita falta de combustível na mistura, fazendo o motor falhar. Para evitar isto, faz-se passar água aquecida do radiador pelo coletor de admissão, para aquecê-lo. Este aquecimento é muito mais necessário em um motor a álcool, pela sua maior demanda de energia para vaporizar-se, mas somente em carros com injeção eletrônica monoponto (apenas 1 bico de injeção), onde o álcool tem que percorrer toda a distancia do coletor, o que não acontece em carros multipontos, pois o combustível já é injetado praticamente dentro da câmara de combustão.
Ponto de fulgor: Uma explosão é uma reação em cadeia. Quando uma molécula de combustível reage com o oxigênio presente no ar, ela gera energia, que faz com que a molécula vizinha também reaja e por aí vai. O ponto de fulgor é a temperatura a partir da qual pode haver uma quantidade suficiente de combustível vaporizado a ponto de gerar uma reação em cadeia. Bem, o ponto de fulgor do álcool é 13ºC. Isto significa que não é possível haver combustão do álcool abaixo desta temperatura. Isto explica por que é necessário usar gasolina para a partida a frio em motores a álcool em temperaturas baixas. O ponto de fulgor da gasolina pura é de aproximadamente -40ºC.
Estas 2 propriedades acima decorrem do oxigênio presente na molécula do álcool, que a polariza. Isto faz com que a força de coesão entre as moléculas seja maior do que as da gasolina, que se mantém líquida pelo maior peso de suas moléculas, apolares em sua grande maioria. A menor atração molecular da gasolina é que faz com que esta tenha menor calor de vaporização e ponto de fulgor.
Resumo: Pelas razões explicadas acima, podemos concluir que, para fazer um motor à gasolina funcionar a álcool precisa das seguintes mudanças:
1) Proporção de combustível maior, por causa da relação estequiométrica, que é onde justamente o aparelho meche no carro, ou seja, reajusta o tempo de injeção original a gasolina para o combustível ou mistura utilizada, de acordo com a leitura da sonda de oxigênio (lambda) presente no sistema de injeção original do carro e lido automaticamente pelo modulo de injeção eletrônica.
2) Aquecimento do coletor em carros com injeção monoponto para maior calor de vaporização.
3) Sistema de partida a frio (alto ponto de fulgor), que na grande maioria dos carros nosso aparelho dispensa o uso de reservatório devido ao sistema interno de partida a frio eletrônica, mas que infelizmente em alguns carros, devido a uma característica de engenharia do mesmo, se faz necessário a instalação do reservatório, mas mesmo assim o aparelho tem uma saída especifica para o acionamento automático da injeção quando for preciso.
4) Taxa de compressão maior (para aproveitar a maior octanagem), mas como essa é uma característica física que precisa ser mexido no bloco do motor, a simples conversão bi-combustivel sem mexer nesta taxa usando apenas o kit de conversão eletrônica, funcionará perfeitamente, porem sem ter o aproveitamento total da potencia a mais que o álcool pode fornecer. Porem nos motores a gasolina com tecnologia mais novas, como é o caso dos FIRE da Fiat e dos VHC da Chevrolet, a taxa de compressão já é mais alta e muito próxima de um a álcool, onde nestes carros o aproveitamento do potencial energético do álcool será total.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA: Antes de instalar o conversor, tenha certeza de que o seu veiculo esteja em perfeitas condições de manutenção, pois caso o veiculo necessite de alguma limpeza ou ajuste, poderá não funcionar corretamente. Vale a pena sempre verificar a condição das velas, filtros, bicos injetores e excesso de carbonizacao do cabeçote do motor.
FILTRO DE COMBUSTíVEL: Aconselha-se a troca do filtro de combustível após 1000 Km ou 30 dias da instalação usando álcool. Isso se deve porque o álcool possui um poder de adstringência que desprendera toda a sujeira e borra de gasolina que ficou acumulada no tanque e nas tubulações. Caso não se troque o filtro, o mesmo poderá entupir e causar a queima da bomba de combustível.
BOMBA DE COMBUSTIVEL: Nos veículos com ano de fabricação abaixo de 2000, existe a possibilidade de apresentar algum problema na bomba elétrica de combustível. Caso isso aconteça, o usuário poderá trocar somente o refil, e já instalar uma bomba preparada para o uso de álcool. Isso acontece devido as bombas terem sido fabricadas com materiais metálicos sem tratamento. As bombas para carro a álcool possuem mais peças plásticas ou de aço inoxidável, resistindo assim, a água presente no álcool. Nos veículos acima de 2000, a probabilidade de haver algum problema é menor, devido as mesmas já estarem preparadas para a presença de até 27,5% de álcool presente na gasolina.
COMBUSTÍVEL: Procure sempre abastecer em postos de confiança e qualidade comprovada, pois o uso de combustível de má qualidade fará com que o veiculo tenha um péssimo rendimento, consumo elevado e ainda apresente falhas.
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O Sistema Bi-Combustível FLEXTRON FX-4000 é um conversor digital microcontrolado que analisa e identifica os parâmetros originais da central eletrônica do veículo e os reprocessa, compatibilizando o funcionamento do motor com o combustível ou mistura utilizada. Depois de instalado, o veículo poderá utilizar 100% álcool ou 100% gasolina, ou ainda a mistura de ambos em qualquer proporção.
O uso de álcool não danifica o motor e nem se observa desgaste superior ao da gasolina. Em muitos casos acontece justamente o contrario, tendo um aumento da vida útil do motor, pois o álcool é um combustível mais suave e tem um poder de refrigeração superior ao da gasolina, e ainda por ser mais limpo, não contamina o óleo lubrificante, mantendo assim uma perfeita lubrificação nas peças do motor.
Para a instalação do FX 4000 não é necessária a mudança ou troca de nenhum dos componentes originais do veiculo, tais como velas, filtros, injetores, bicos e etc, desde, é claro, que estejam em perfeito estado de conservação e manutenção, não são necessários cortes nos fios ou alterações no veiculo, pois todo o processo é feito através de conectores, facilitando a instalação e mantendo a originalidade, sendo possível a sua remoção e reinstalação em outro veiculo a qualquer momento.
*Alguns veículos importados e monoponto necessitam de adaptação nos conectores.
ECONOMIA
Vamos analisar um percurso de 1000 Km, com um veiculo que faça uma media de 10Km por Litro de Gasolina. Teremos o seguinte:
1000 Km = 100 L/ gasolina => 100 X R$ 2,49 = R$ 249,00
Com a conversão para Bi-combustível e usando 100% de álcool, teremos um acréscimo de 20% no consumo. Portanto o veículo fará uma media de 8 Km por litro de Álcool. Teremos o seguinte:
1000 Km = 120 L/ Álcool => 120 x R$ 1,25 = R$ 150,00
R$ 249,00 – R$ 150,00 = R$ 99,00 de economia.
Isso representa + de 40% de redução de gastos
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